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Previdenciários suspendem greve temporariamente em todo o país

20/07/2009 :. Apesar de retornarem aos postos de trabalho, servidores do INSS mantém estado de greve e afirmam que não vão ceder às pressões do governo
16/07/2009 - Servidores do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) suspenderam por tempo indeterminado a greve que durou cerca de 29 dias em todo o país. Os previdenciários deixaram claro que não vão ceder às pressões do governo e mantém o estado de greve enquanto não é dada solução final para a reivindicação de redução da carga horária de trabalho sem prejuízo salarial.
A suspensão temporária da greve foi decidida na noite dessa quarta-feira em Brasília durante plenária nacional. Novas assembléias devem ocorrer em todos os Estados para definição da continuidade da campanha defendida pela categoria.
De acordo com o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho e Previdência Social do Rio de Janeiro (Sindprev) e diretor do Comando Nacional de Greve, Rolando Medeiros, os previdenciários retornaram aos seus postos de trabalho desde a manhã dessa quarta-feira. "Foi uma orientação do Comando de Greve de que voltassem aos seus postos mesmo antes da plenária, que só ocorreu a noite. Houve um início de diálogo com o governor e, por isso, decidimos suspender temporariamente a greve", diz.
Segundo Medeiros, a categoria retorna ao trabalho mantendo a luta pela redução da carga horária de 40 horas semanais para 30 horas semanais sem que haja diminuição dos salários dos servidores. Nesta sexta-feira os sindicatos de cada Estado farão uma avaliação dos primeiros dois dias do fim da greve para decidir como será dada continuidade ao movimento reivindicatório.
Rolando Medeiros deixou claro que os previdenciários não vão ceder às pressões do governo. "Estamos retornando ao trabalho mas não vamos aceitar que haja desvio de função, não vamos trabalhar 40 horas e não vamos colocar o trabalho em dia sob pressão da chefia", afirma.
A categoria espera agora que o governo se manifeste quanto ao pagamento dos dias em que os servidores deixaram de trabalhar. "Não queremos receber pelos dias que não trabalhamos. Queremos que mantenham o pagamento integral dos salários e nós vamos compensar os dias não trabalhados em horas extras e nos fins de semana. Se o governo não pagar, nós não vamos compensar essas horas e o trabalho acumulado continuará acumulado", ressalta.
A greve teve início no dia 16 de junho e foi aderida gradativamente por 16 Estados, chegando a mobilizar em algumas localidades mais de 70% dos servidores do órgão.
Fonte: O Tempo (16.07.09)