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Mensagem
do
Presidente

 

A crise e o trabalho no Brasil

03.02.09 - Momentos de crise, como esse que o mundo todo está vivendo desde que a bolha imobiliária nos Estados Unidos estourou, com gravíssimas conseqüências na economia mundial devido à retração do crédito, também são ótimas oportunidades para o aprimoramento de novas possibilidades para a busca do desenvolvimento social.

Mas ao que parece essa não é a visão de algumas empresas, quando confrontadas com uma especulação (entenda: antes mesmo da crise se confirmar em solo brasileiro, certas companhias recuaram e usaram o momento como pretexto para cortarem custos, principalmente os conseqüentes dos postos de trabalho: salários, bônus, participação nos lucros e até as festas de fim de ano, retirando do trabalhador conquistas conseguidas durante anos e anos de lutas.)

Outras empresas aproveitaram a situação para implementar condições de trabalho cada vez mais degradantes ao ser humano, sob a afirmação de que “tem muita gente procurando emprego”. Categorias aceitaram redução no salário, outras assinaram acordos perigosos, que não garantem um emprego digno ao trabalhador brasileiro.

Ora, essa metodologia é um verdadeiro engano, pois o sistema capitalista já é cada vez mais voraz com os trabalhadores. Durante os momentos de crise é que, sim, as companhias deveriam ajudar o trabalhador a suportar o impacto social e não acelerar o processo de caos que já está se instalando.

Nos tempos das “vacas gordas”, da bonança, a dificuldade dos trabalhadores em conseguir a manutenção das suas conquistas é notadamente vista. E lutas e mais lutas são travadas para que os senhores do capital não retirem, ainda mais, o que foi tão duramente conquistado pela classe trabalhadora. Mas, quando em tempos de crise e recessão, a corda arrebenta para o lado do mais fraco, como sempre, e os trabalhadores são os primeiros a serem penalizados.

Nesse momento, todos nós estamos sendo chamados para uma reflexão, pois nenhuma crise dura para sempre e é preciso que, principalmente, a classe empresarial tenha discernimento para entender que tentar manter o lucro ou até aumentá-lo em detrimento ao caos social, só contribuirá para mais desesperança daqueles que produzem e consomem: O POVO!

 

Reinaldo Cabral
Presidente